ANGOLA DENÚNCIA: Altos responsáveis do Governo do Cubango acusados de desvio de mais de 77 milhões de kwanzas
DENÚNCIA: Altos responsáveis do Governo do Cubango acusados de desvio de mais de 77 milhões de kwanzas
Uma nova denúncia de alegada má gestão de fundos públicos volta a atingir estruturas do Governo Provincial do Cubango. Em causa estão o Director do Gabinete de Estudos, Planificação e Estatística, Elias da Silva Hossi, e o Secretário-Geral do Governo Provincial, Adelino Mangongo Manuel, acusados de envolvimento num alegado desfalque financeiro avaliado em 77.664.000,00 kwanzas.
De acordo com informações tornadas públicas, o montante terá sido retirado de um total de 403.319.387,00 kwanzas disponibilizados pelo Ministério das Finanças para financiar ações ligadas às comemorações dos 50 anos da Independência Nacional.
Segundo a denúncia, o valor em causa teria sido justificado como despesas destinadas ao embelezamento da cidade de Menongue, nomeadamente para a aquisição de tintas destinadas à pintura de passeios e lancis. No entanto, há suspeitas de que parte significativa do montante não tenha sido aplicada de forma transparente nas referidas obras.
Os fundos teriam sido canalizados para a empresa Guimanos Prestação de Serviços LDA, entidade que, segundo as acusações, recebeu o cabimento financeiro para executar os trabalhos. Entretanto, fontes locais questionam a execução real das actividades e levantam dúvidas sobre a correspondência entre os valores pagos e os serviços efectivamente realizados.
A situação está a gerar forte indignação entre cidadãos e membros da sociedade civil, que exigem investigação rigorosa por parte da Procuradoria-Geral da República e do Serviço Nacional de Recuperação de Activos, de modo a esclarecer o destino dos fundos públicos e responsabilizar eventuais envolvidos.
Analistas defendem que, caso as suspeitas se confirmem, o caso poderá representar mais um episódio preocupante de má gestão de recursos públicos, num momento em que o país enfrenta grandes desafios económicos e sociais.
Até ao momento, nenhum dos responsáveis visados se pronunciou publicamente sobre as acusações.
A sociedade aguarda agora uma posição oficial das autoridades competentes e a eventual abertura de um processo de investigação para o total esclarecimento do caso.
