O prestigiado escritor brasileiro Claus Cataldi, que teve seu primeiro livro lançado na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, foi reconhecido por brasileiros durante sua passagem pela centenária Barnes & Noble, no Upper East Side de Nova York, enquanto percorria as obras de alguns dos grandes nomes da literatura contemporânea e do desenvolvimento pessoal, entre eles James Clear, Ryan Holiday, Mel Robbins e Brené Brown.


Claus se notabilizou no Brasil por ter escrito, aos apenas 12 anos, Como Sobreviver até os 13 Anos, obra que rapidamente se tornou um best-seller e lhe rendeu prêmios, Moções de Aplausos, convites para palestras e uma cadeira entre os imortais da Academia Internacional de Literatura Brasileira, sediada em Nova York.
O sucesso da obra tem uma característica singular: é um guia prático que nasceu da experiência genuína de um jovem que decidiu conversar diretamente com dois públicos que vivem a adolescência de maneiras diferentes. Aos pais, Claus apresenta reflexões sobre como compreender e lidar com os filhos durante uma das fases consideradas mais complexas da vida. Aos próprios adolescentes, oferece, a partir de suas experiências, caminhos para enfrentar situações, compreender sentimentos e encontrar alternativas para os desafios cotidianos.

O resultado é praticamente um manual de vida escrito por quem ainda está vivendo essa fase e, justamente por isso, consegue falar com os adolescentes em uma linguagem que lhes é própria, ao mesmo tempo em que oferece aos pais uma perspectiva que muitas vezes só pode ser alcançada quando se olha a adolescência pelo lado de dentro.
Essa autenticidade ajudou a transformar Como Sobreviver até os 13 Anos em um fenômeno editorial, com expressivo sucesso em diferentes regiões do Brasil, especialmente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e em diversos estados das regiões Norte e Nordeste, com destaque para o Ceará. A obra também ganhou espaço em iniciativas de educação e leitura promovidas por municípios brasileiros.
Filho de peixe, peixinho é
O talento para as letras, entretanto, não surgiu por acaso. Claus é filho da consagrada escritora e jornalista Claudia Cataldi, profissional com décadas de trajetória na imprensa brasileira e internacional, que o levou, desde bebê, para redações de jornais, estúdios de rádio e emissoras de televisão. Cresceu, assim, em contato natural com jornalistas, escritores, entrevistados, livros, pautas, microfones e câmeras.
Antes mesmo de compreender plenamente aquele universo, Claus já estava imerso nele. A linguagem, a comunicação e a narrativa fizeram parte de sua formação cotidiana, não como imposição, mas como ambiente natural de crescimento. Entre conversas de redação, entrevistas, notícias e histórias, foi desenvolvendo uma relação orgânica com as palavras e uma familiaridade pouco comum com o universo da comunicação.
Talvez esteja aí uma das razões para a desenvoltura com que, ainda tão jovem, transita entre livros, autores, ideais e ideias.

Em sua recente viagem a Nova York, Claus visitou, entre outros lugares, a sede das Nações Unidas, onde teve a oportunidade de acompanhar uma sessão no salão principal, o da Assembleia Geral da organização. A experiência acrescentou uma nova dimensão à sua passagem pela cidade: além de conhecer um dos mais importantes centros diplomáticos do mundo, pôde observar de perto o ambiente no qual diferentes povos e culturas se encontram para discutir os grandes temas da humanidade.
Em NY, Claus ampliou seu repertório, conheceu novas culturas, observou diferentes realidades e transformou experiências em matéria-prima para sua literatura.
Aos 12 anos, publicou seu primeiro livro. Agora, ainda muito jovem, já percorre o mundo com o olhar atento de quem sabe que cada lugar, cada pessoa e cada experiência podem acrescentar uma nova página àquilo que um dia será escrito.
Porque talvez essa seja uma das características mais fascinantes de quem nasce cercado pelas letras: o mundo inteiro pode se transformar em uma história, basta saber observá-lo. E isso, Claus aprendeu ainda no útero.
