HIGINO CARNEIRO GANHA FORÇA E SURGE COMO CANDIDATO DE CONSENSO DE 89% DO COMITÊ CENTRAL DO MPLA
Fonte: Mídia News Grupos
O xadrez interno do MPLA entra numa fase decisiva e potencialmente explosiva. Informações recolhidas pelo Mídia News Grupos junto de fontes próximas do Comité Central indicam que cerca de 89% dos seus membros estariam alinhados em torno de Higino Carneiro como candidato de consenso à liderança do partido, numa dinâmica que pode alterar profundamente o equilíbrio de poder no seio da formação política que governa Angola há mais de cinco décadas.
O ano de 2026, marcado pela realização do Congresso Ordinário do MPLA, começa assim a desenhar-se como um dos momentos mais delicados do percurso político do Presidente da República e líder do partido, João Lourenço. Nos bastidores, cresce a percepção de desgaste da actual liderança e a pressão interna por uma mudança de rumo estratégico.
Fontes partidárias descrevem um ambiente de forte inquietação, reposicionamentos silenciosos e intensas negociações internas, num contexto em que vários sectores do partido defendem uma liderança capaz de reunificar estruturas, restaurar consensos e responder às crescentes tensões políticas e sociais.
Após a morte de Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, figura-chave do MPLA e apontado por muitos como potencial alternativa de consenso, Higino Carneiro terá optado por uma postura discreta e reservada. No entanto, essa estratégia não travou o crescimento do seu capital político, que agora se manifesta de forma clara no apoio de pesos-pesados da história do partido.
Entre os nomes citados como apoiantes da sua eventual candidatura destacam-se Marcolino Moco, antigo Secretário-Geral do MPLA e ex-Primeiro-Ministro, Lopo do Nascimento e Dino Matross, figuras históricas com influência ainda significativa nos corredores do poder partidário.
Analistas políticos ouvidos pelo Mídia News Grupos consideram que, caso este alinhamento se confirme, o Congresso de 2026 poderá representar um ponto de viragem histórico no MPLA, colocando em causa a continuidade da actual liderança e abrindo caminho para uma reconfiguração profunda do partido no poder.
Nos corredores do MPLA, a pergunta já não é se haverá disputa, mas até que ponto a ascensão de Higino Carneiro irá acelerar um confronto interno de grandes proporções. O silêncio oficial contrasta com a intensidade dos movimentos de bastidores, sinal de que a sucessão já começou, mesmo sem ser oficialmente assumida.
