Relatório de Sustentabilidade 2025 aponta para 1,2 mil milhões de kwanzas aplicados em projetos sociais, valorização de 71,2% dos resíduos e preparação de um plano climático para reduzir emissões.
REDACÇÃO
Luanda — O Grupo OMATAPALO apresentou o seu Relatório de Sustentabilidade 2025, reforçando a aposta numa estratégia empresarial assente em critérios ambientais, sociais e de governação (ESG), ao mesmo tempo que projeta novas metas para o período 2026–2030.
Elaborado segundo as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), o documento surge na sequência da adesão do grupo, em 2024, ao Pacto Global das Nações Unidas, enquadrando a estratégia de sustentabilidade em princípios relacionados com direitos humanos, trabalho, ambiente e combate à corrupção.
OMATAPALO cresce para cerca de 15 mil trabalhadores
Um dos indicadores de maior dimensão está no emprego. Segundo os dados divulgados pela empresa, a força de trabalho passou de cerca de 12 mil para aproximadamente 15 mil colaboradores.
O crescimento foi acompanhado pelo reforço da capacitação profissional. O investimento em formação interna aumentou 38,2% face ao período anterior, numa altura em que o grupo estabelece como objetivo assegurar pelo menos 10 horas de formação anual por trabalhador até 2027.
A empresa pretende igualmente aumentar a presença feminina nos cargos de liderança e na direção de obras, área tradicionalmente marcada por maior representação masculina.
Investimento social chega aos 1,2 mil milhões Kz
A responsabilidade social constitui outro dos eixos destacados no relatório. O investimento em projetos comunitários aumentou 28,9%, passando de cerca de 930 milhões para 1,2 mil milhões de kwanzas.
Parte das intervenções foi desenvolvida através da iniciativa Missão Fazer Sorrir, com ações direcionadas para o combate à fome e melhoria do acesso à saúde e à educação.
A OMATAPALO estabelece agora uma meta mais ambiciosa: elevar o investimento anual em responsabilidade social para 1,5 mil milhões de kwanzas até 2028.
Resíduos valorizados atingem 71,2%
Na vertente ambiental, o grupo informa que alcançou uma taxa global de 71,2% de valorização de resíduos.
O indicador sobe para 87,8% nos resíduos provenientes da construção e demolição, aproximando-se da meta empresarial de 95% prevista para 2028.
A companhia está também a estruturar o seu inventário de emissões de gases com efeito de estufa com base no GHG Protocol. O levantamento deverá servir de base para a elaboração do futuro Plano de Ação Climática e para a definição das medidas de descarbonização.
Crescimento sob pressão de metas ambientais e sociais
Para o período 2026–2030, a estratégia apresentada coloca o crescimento da empresa lado a lado com compromissos mensuráveis em formação, liderança feminina, responsabilidade social, gestão de resíduos e redução do impacto climático.
Manuel Mamboza, Director Executivo do Grupo OMATAPALO, considera que o relatório deverá funcionar não apenas como instrumento de divulgação, mas também como mecanismo de avaliação do desempenho empresarial.
Segundo o responsável, a prioridade é melhorar a capacidade de medição, estabelecer objetivos concretos e assegurar que o crescimento da companhia produza valor económico, social e ambiental a longo prazo.
Com o novo relatório, a OMATAPALO procura, assim, colocar a sustentabilidade no centro da sua estratégia de expansão, numa fase em que grandes grupos empresariais são cada vez mais pressionados a demonstrar, através de indicadores verificáveis, não apenas os resultados financeiros, mas também o impacto das suas operações sobre trabalhadores, comunidades e ambiente.

