Resistência Civil: Ativistas mantêm pressão sobre o sistema judicial em Luanda, exigindo que o adiamento do julgamento de Osvaldo Caholo não se torne uma manobra para prolongar detenções arbitrárias.
Tensão em Luanda: Protestos Marcados por Exigência de Liberdade para Ativistas
Redação Agita News | Direitos Humanos
A capital angolana vive um clima de incerteza após o Tribunal de Comarca de Luanda ter adiado, para esta quinta-feira, 26, o início do julgamento de Osvaldo Caholo. O ativista é acusado de apologia pública ao crime e incitação à rebelião, mas o adiamento não travou a mobilização da sociedade civil angolana.
“Libertação Imediata”: O Grito de Luís Antunes
O porta-voz do grupo de ativistas, Luís Antunes, reafirmou que a manifestação convocada mantém-se firme. Segundo Antunes, a luta não é meramente procedimental: “A principal reivindicação não é apenas a realização do julgamento, mas sim a libertação imediata de todos os ativistas detidos”, afirmou, classificando as prisões como injustas e políticas.
A Estratégia da Defesa
O advogado Simão Afonso, responsável pela defesa de Caholo, saudou publicamente as manifestações de solidariedade. Contudo, Afonso manteve o foco na via institucional, garantindo que a defesa utilizará todos os mecanismos legais disponíveis para assegurar a restituição da liberdade ao seu constituinte.
O caso de Osvaldo Caholo torna-se mais um símbolo da luta pela liberdade de expressão em Angola, ocorrendo num momento em que a pressão internacional sobre o sistema judicial angolano aumenta.
