Restrições geram indignação nas redes sociais
Restrições de transmissão do CAN 2025 geram indignação nas redes sociais
Por Mídia News Grupos · Fonte: Journal d’Abidjan
Com o arranque do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2025, a decorrer no Reino de Marrocos, uma intensa controvérsia tomou conta do espaço público africano. Em causa está a decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF) de limitar os direitos de transmissão nos canais nacionais a apenas parte dos jogos, reservando o restante para plataformas pagas.
Na Côte d’Ivoire, as redes sociais entraram em ebulição logo após o anúncio. Muitos cidadãos consideram a medida incompreensível e injusta, sobretudo tendo em conta o carácter popular, unificador e pan-africano da maior competição de futebol do continente.
Influenciadores, humoristas e comentadores desportivos juntaram-se ao coro de críticas. Nomes como Apoutchou National, Gbi de Fer, Stoni, Franck Zorro Bi e Hassan Hayek denunciaram o que classificam como uma “confiscação” do torneio em benefício de interesses comerciais.
As vozes mais influentes exigem acesso gratuito e irrestrito às 52 partidas, lembrando que o CAN é financiado, em grande parte, por patrocinadores africanos e deve permanecer acessível ao seu público natural.
“Não queremos migalhas”, resume uma das mensagens mais partilhadas, enquanto cresce o apelo à união das emissoras nacionais e à pressão colectiva sobre a CAF.
A indignação ultrapassou as fronteiras da Côte d’Ivoire. De Dakar a Kinshasa, de Lomé a Cotonou, telespectadores expressam o mesmo sentimento de frustração. Os canais RTI e NCI, detentores dos direitos locais de transmissão, têm recebido amplo apoio popular.
Enquanto prosseguem as negociações entre a CAF e várias emissoras africanas, a mobilização nas redes sociais mantém-se forte. O caso, agora acompanhado pela media internacional, reforça a ideia de que o Campeonato Africano das Nações deve permanecer uma celebração verdadeiramente acessível a todos os africanos.
