RESPONSÁVEIS DE ALGUNS BANCOS DA SANTA CLARA E ONDJIVA, NO MUNICÍPIO DE NAMACUNDE E CUANHAMA NO (CUNENE), APONTADOS COMO ENVOLVIDOS EM SUPOSTO ESQUEMA DE “VENDA DE DINHEIRO” 1 POR 2 "
RESPONSÁVEIS DE ALGUNS BANCOS DA SANTA CLARA E ONDJIVA, NO MUNICÍPIO DE NAMACUNDE E CUANHAMA NO (CUNENE), APONTADOS COMO ENVOLVIDOS EM SUPOSTO ESQUEMA DE “VENDA DE DINHEIRO” 1 POR 2 “.
A informação caiu como uma verdadeira bomba na província do Cunene e está a gerar forte inquietação no meio da sociedade financeira local, com maior realce na localidade fronteiriça da Santa Clara, município de Namacunde.
Fontes na província do Cunene, ligadas a sociedade civil que operam na região fronteiriça, relatam a existência de um suposto esquema envolvendo responsáveis de algumas agências bancárias sediadas na Santa Clara, onde gestores estariam a disponibilizar dinheiro das instituições a cidadãos singulares e colectivos mediante cobranças consideradas extremamente abusivas, prática vulgarmente conhecida como “venda de dinheiro 1 por 2”.
De acordo com as informações apuradas, as instituições bancárias mencionadas pelas fontes são o BAI, o Banco Sol, o Banco Atlântico, o Banco Económico e o Banco BFA, e, todos com agências localizadas na Santa Clara, município de Namacunde, província do Cunene. Importa sublinhar que se trata de alegações feitas por fontes locais, que carecem de confirmação oficial pelas entidades competentes, pelo que; solicita-se a intervenção de uma Profunda investigação.
Segundo os relatos, algumas entidades singulares e colectivas que operam no sector ecónomico em situação financeira crítica terão sido persuadidos por esses gestores bancários para obter liquidez imediata, sobretudo para pagamento de salários, regularização de dívidas com trabalhadores e manutenção do funcionamento das empresas e dos seus negócios, Esta situação estaria a ser agravada pela real condição Económica que o País vive, criando um ambiente propício a práticas informais e potencialmente ilícitas.
Uma das fontes no Cunene adiantou que os valores exigidos nesses alegados acordos ultrapassam largamente qualquer parâmetro aceitável, chegando a cobranças superiores a 200 por cento. A título de exemplo, referiu que uma Pessoa que receba 15 milhões de kwanzas poderá ser obrigado a devolver 45 milhões de kwanzas, num prazo que, em alguns casos, não ultrapassa um mês.
Caso tais práticas se confirmem, levanta-se uma questão grave e inevitável. Como podem gestores bancários, numa zona fronteiriça e estratégica como a Santa Clara, utilizar recursos financeiros das instituições para esquemas paralelos que colocam em causa a legalidade, a ética bancária e a confiança no sistema financeiro nacional?
O cenário descrito, a confirmar-se, não apenas compromete a credibilidade das agências bancárias instaladas na Santa Clara, como também agrava o sufoco dos cidadãos locais, já penalizados pela escassez de crédito formal, pela instabilidade económica e pela lentidão dos pagamentos públicos.
Até ao momento, não existe qualquer pronunciamento oficial das direções dos bancos mencionados nem das entidades de supervisão financeira. Cresce, no entanto, a expectativa de que o Banco Nacional de Angola e outros órgãos competentes promovam averiguações rigorosas para o total esclarecimento dos factos e eventual responsabilização dos envolvidos.
